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terça-feira, 5 de maio de 2015

TJ recebe mais um inquérito sobre o serial killer e duas audiências foram realizadas nesta tarde

Mais um inquérito envolvendo homicídio supostamente praticado pelo vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha foi recebido ontem pela 1ª Vara Criminal de Goiânia. Desta feita, trata-se do homicídio do morador de rua Wesley Alves Guimarães, de 40 anos. O crime ocorreu no dia 9 de dezembro de 2013, sob a marquise de uma loja na Avenida C-4, no Jardim América, na capital. Com mais este inquérito, sobe para 26 o número de processos de homicídios contra Tiago Henrique em tramitação nas duas varas criminais que tratam de crimes dolosos contra a vida da capital – 22 na 1ª Vara Criminal e 4 na 2ª Vara Criminal. (Na foto ao lado, Tiago Henrique chega para depor e passa ao lado da mãe, irmã e ex-namorado de Ana Rita de Lima)

Nesta tarde foram realizadas mais duas audiências de assassinatos atribuídos pela Polícia Civil a Tiago Henrique na 1ª Vara Criminal de Goiânia. Nas duas ocasiões ele permaneceu em silêncio e chegou a debruçar-se sobre a mesa quando questionado pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara. Também participaram o promotor de Justiça Mauro Ferreira Nunes e a advogada de defesa Brunna Moreno de Miranda Bernardo.

Estudante assassinada

“É uma dor que não acaba, queria apenas saber o que se passa na cabeça dele, para ele matar pessoas como se mata uma barata, um bicho. Ele estragou a minha vida, tirou um pedaço de mim.” A afirmação é de Inês Erika de Lima, mãe de Ana Rita de Lima, e foi realizada durante audiência ontem. O vigilante Tiago Henrique é acusado de ter matado a estudante por volta das 15 horas do dia 12 de dezembro de 2013, na Rua Central, na Vila Santa Teresa, na capital.

Inês de Lima contou que a filha era aluna dedicada e não tinha inimizades. Lembrou que estava no trabalho quando recebeu ligação telefônica avisando que Ana Rita havia sido assassinada. Ao chegar ao local do crime, ouviu a informação de que o assassino era um homem que estava em uma moto preta. Posteriormente foi comunicada pela Polícia Civil de que Tiago Henrique havia confessado o homicídio, tendo até descrito o local e a roupa que ela usava.


A irmã de Ana Rita, Leiriane Cristina de Lima, durante depoimento marcado por emoção e lágrimas, contou que as pessoas que estavam na praça onde ocorreu o crime contaram que o assassino era um homem alto, usando roupa e capacete pretos, com mochila nas costas e pilotando uma moto preta. O ex-namorado de Ana Rita, Riusley Richard Araújo Rodrigues contou que o relacionamento entre ele e a vítima durou cerca de 18 meses e havia sido rompido no sábado anterior ao homicídio, ocorrido em uma quinta-feira. “Cheguei a figurar como suspeito, por ser ex-namorado dela e ter uma moto preta também. Mas a polícia me avisou, depois da prisão de Tiago Henrique, que havia desvendado o crime”, afirmou.

Fotógrafo morto com um tiro

Na outra audiência, que apura a morte de Mauro Ferreira Nunes, a atendente da loja onde ocorreu o crime, Lucimaria Carmo dos Santos disse não se lembrar da fisionomia do homem que cometeu o homicídio, apenas que seria bonito, alto e de porte atlét ico. O crime ocorreu no dia 28 de março de 2014, em loja de fotografias na Vila Canaã. O assassino chegou à loja de moto, desceu do veículo e tirou o capacete. Ele entrou já de arma em punho e apontou o revólver para a cabeça da atendente, anunciando um assalto. Em seguida, virou-se para o lado, onde estava Mauro Nunes, e pediu-lhe o celular para, em seguida, disparar um tiro. “Inicialmente fiquei paralisada, mas depois sai correndo para os fundos da loja”, relatou Lucimaria. Segundo ela, o assassino saiu andando calmamente em direção à moto e foi-se embora.


Outro empregado da loja em que ocorreu o homicídio, Alexandre Costa Rodrigues, havia acabado de atender Mauro Nunes. Ele contou que viu apenas a mão do assassino e quando este caminhava em direção à porta de saída do estabelecimento comercial. “Ele colocou o capacete na cabeça e saiu calmamente. Sei que era alto e branco, mas não vi seu rosto”, afirmou Alexandre Rodrigues, confirmando que o tipo físico coincide com o de Tiago Henrique. Ele lembrou-se também das roupas que o matador usava: calça jeans, camisa e capacete pretos e a moto preta.



O filho de Mauro Nunes, Mauri Nunes dos Santos, durante o depoimento, disse não acreditar que Tiago Henrique tenha matados seu pai: “Ele não tinha motivos para cometer o crime”, afirmou. Mauri dos Santos reclamou da demora da comunicação da morte – cerca de 24 horas – e que no Instituto Médico-Legal (IML) ele constava como indigente. “Fiquei sabendo que haviam descoberto a autoria do crime pela Polícia Civil, que contou ter confirmado que seria Tiago Henrique pelo exame de balística no projétil que atingiu meu pai”, afirmou. 

Fonte: Tribunal de Justiça de Goiás

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Tiago Henrique participa de audiência relacionada a morte da jovem Bruna Gleyciele


O Vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha foi surpreendido durante uma revista dos agentes penitenciários, minutos antes de entrar no veículo que faria o transporte da Penitenciaria Coronel Odenir Guimarães ao Tribunal de Justiça de Goiás, Tiago portava um o cabo de uma escova de dente com ponta afiada, dentro de sua peça íntima. A descoberta da arma branca foi feita por Moacir Crispim de Souza Júnior, aparentemente Tiago tinha intenção em ferir alguém, foi aberto um processo disciplinar ao detento. Em explicação, Tiago disse que o objeto se tratava de uma proteção, uma vez que alega se sentir ameaçado por outros presos, disse que também que iria jogar fora mas acabou "esquecendo ele dentro da cueca”. 


Ao chegar no fórum Dr. Heitor de Moraes Fleury, localizado no Setor Oeste, o juiz da 1ª Vara Criminal, Jesseir de Alcântara Coelho, fez a apresentação do objeto a todos os presentes e seguiu a audiência relativa a morte de Bruna Gleyciele, no dia 3 de maio do ano passado, ao juiz o serial killer falou pouco, repetindo apenas o já dito em outras audiências, o que se recorda são de apenas alguns flashes.

Em depoimento, Tiago disso que saiu de um bar no centro da capital, onde havia feito consumo de bebidas alcoólicas quando viu Bruna em um ponto de ônibus da Avenida T9, apesar de não rememorar a voz de assalto antes de desferir um disparo em Bruna, relevou que só soube da morte da jovem no dia seguinte, pelo jornal, isso porque após dar o tiro o vigilante subiu em sua moto e seguiu para sua casa.

Bruna não estava sozinha no ponto de ônibus naquele momento, ela estava acompanhada por Alexsandro Francisco Araújo que reconheceu Tiago pelos noticiários, a voz de os traços faciais eram idênticos aos do assassino da jovem. Aquele momento em que os colegas de trabalho saiam da acadêmia e retornavam à suas casas, quando ao serem surpreendidos por uma voz de assalto, não havendo tempo para reação, o jovem se vê com a colega baleada em seus braços, Alexsando ainda acrescentou que Tiago chegou a apontar a arma em direção a sua cabeça, mas ele pediu que o serial killer não atirasse, foi nesse momento que o vigilante evadiu-se do local. 

Ainda perdido naquela situação, Alexsando voltou a acadêmia e pediu que avisassem a família de Bruna sobre o ocorrido. Os pais da jovem também prestaram depoimento, o pai de Bruna, Clinge Gonçalves, um policial militar aposentado, se emocionou ao falar da filha, a descrevendo como uma pessoa alegre, trabalhadora e com muitos sonhos, um deles era cursar graduação em Educação Física. Marlene Sousa, mãe da vítima, relembrou o momento em que recebeu a ligação informando a morte da filha, muito chorosa, ela esteve o tempo todo com uma agenda em mãos, uma agenda com a foto da filho e o neto.

O delegado de polícia Eduardo José Prado participou das investigações e também testemunhou sobre esse caso, segundo o delegado não restam dúvidas sobre a autoria de Tiago nesta morte, "ele [Tiago] mantinha um padrão de comportamento nos crimes. Além disso, as imagens de câmeras de segurança, mostrando a postura ao dirigir a motocicleta, o jeito de andar e todas as características da motocicleta que utilizava comprovam que ele é o autor de todos os assassinatos”.

Tiago Henrique é flagrado com arma branca


No inicio desta tarde Tiago Henrique Gomes da Rocha participou de uma audiência sobre o caso da Jovem Bruna Gleycielle de Sousa Gonçalves, assassinada em maio de 2014. Antes de sua chegada ao Tribunal, o serial killer foi flagrado com um objeto pontiagudo em sua cueca durante uma revista realizada pelo Cabo Moacir Crispim de Souza Júnior. 
De acordo com Tiago Henrique, a escova de dente com a ponta afiada (apresentada na foto pelo juiz Jesseir) era para proteção, segundo o Serial Killer, ele estaria sofrendo ameaças de outro preso, mas suspeita é de que a intenção do vigilante era ferir alguém. Após o incidente, foi aberto um processo disciplinar.



domingo, 3 de maio de 2015

Confira alguns esclarecimentos sobre o Caso Tiago Henrique - Serial Killer de Goiânia

Seguindo o caso do Serial Killer de Goiânia, algumas dúvidas sobre o futuro do vigilante são frequentes. Após a condenação ele irá para um presídio comum ou permanecerá isolado? Por ser réu primário, Tiago Henrique terá direito a alguns benefícios como redução da pena? Ou, o fato de ser um serial killer diagnosticado com psicopatia o tira esse "direito"?


Nossa equipe falou com Thiago Huáscar, o primeiro advogado do Serial Killer e no vídeo poderão acompanhar as explicações obtidas.


sábado, 2 de maio de 2015

Será que conheço ou já fui vítima de algum psicopata?


Acredita-se que 4% da população geral é afetada pela psicopatia, destas, 3% são homens e a mulher representa apenas 1%. Os psicopatas existem e são cerca de 20% da populaçao carcerária, 86,5% dos serial killers , é bom estarmos cientes de quem nem todo serial killer é psicopata, e uma média de 3,9% dos executivos de empresas, segundo uma pesquisa feita em companhias americanas. Portanto, cada pessoa no decorrer de sua vivência conhecerá pelo menos 15 portadores deste transtorno. 
Em nosso país é comum julgarem que pessoas deste tipo existem apenas em filmes de terror, talvez essa mentalidade seja tão popular devido não haver muitos comentários e/ou especulações sobre o assunto no Brasil.
Há diversas interpretações equivocadas sobre isso, tem que diga que o psicopata é um louco, assim como também tem que pense que são pessoas estranhas e de facil reconhecimento. 
Primeiramente, psicopatas não são loucos, loucura é um diagnóstico dado a quem tem um problema de saúde mental, psicopatia é um transtorno de personalidade. 


É possível identificar um psicopata?




Na maioria dos casos os psicopatas são cheios de charme, pessoas agradáveis, simpáticas, aquelas de que você jamais desconfiaria. Mas não caiam neste conto, isso não passa de uma estratégia bem interpretada para ganhar a empatia dos outros e assim acabar por conseguir o que querem.




sexta-feira, 1 de maio de 2015

Assassino de Jeff Dahmer quebra silêncio de 22 anos

Christopher Scarver, detento que matou Jeff Dahmer, um dos serial killers mais conhecidos do mundo dentro na prisão Columbia Correctional Institution, em 1994, se pronunciou pela primeira vez sobre o fato. 
Segundo Christopher, o Monstro Milwaukee, apelido de Jeff, era o oposto a maioria dos presidiários daquele lugar, ainda acrescentou que Jeff passava maior parte do seu tempo fazendo insulto aos colegas e "pregando peças doentias". Quando esse crime ocorreu Dahmer já tinha seus 34 anos, estava cumprindo 16 penas e tinha sido condenado a prisão perpétua após ser considerado autor de 17 assassinados, envolvendo inclusive necrofilia e canibalismo, estupros e desmembramentos de homens e meninos na cidade de Milwaukee, os crimes praticados por Jeff aconteceram entre os anos de 1978 e 1991.
Com o passar dos dias, Christopher que cumpria pena por  latrocínio, roubo seguido de morte, em 1990, criou ódio do serial killer - “ele passou do limite com algumas pessoas – prisioneiros, funcionários. Eu via que ele se interagia com outros homens. Eu nunca convivi com ele”, esclareceu Scarver, que seguiu falando que Dahmer arrumava sua comida na prisão de forma a parecer partes do corpo humano e colocava ketchup por cima, dando a impressão de sangramento.
Em novembro de 1994, enquanto Jeff e outro presidiário faziam a limpeza do banheiro de funcionários, Christopher com um recorte de jornal que contava sobre as atrocidades do serial killer o confrontou: “eu perguntei para ele se havia feito aquelas coisas, que eram horríveis. Ele estava em choque, olhava para a porta rapidamente, então o bloqueei”, foi neste momento que ele matou os dois colegas com o uso de uma barra de ferro, foram dadas duas pancadas capazes de esmagar o crânio de Jeff.

Christopher  alegou que só foi possível matar Jeff porque os guardas da prisão queriam isso,  afinal permitiram o acesso dele com uma barra de ferro ao colega Monstro Milwaukee. Após matá-los, ele percebeu que não havia nenhum guarda no local que pudesse ter evitado aquilo, lembra-se que estava completamente sozinho e que isso aconteceu pouco tempo antes de adentrar o local para cometer as mortes, na época, por medo de retaliação ele preferiu não atribuir nenhuma culpa aos agentes da segurança penitenciária.
O assassino do serial killer alegou insanidade em relação ao assassinato dos dois colegas de prisão, entretanto tempos depois não contestou as acusações e ainda diz ter passado  16 anos em confinamento solitário pelas mortes. Christopher Scarver continua preso, quanto aos funcionários, preferiram não comentar o assunto. 

O Tribunal de Justiça de Goiás levará o serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha a juri Popular

O Juiz Jesseir de Alcântara Coelho, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, entendeu que existem indícios suficientes que comprovam a autoria de Tiago na morte da dona de casa Lilian Sissi, de 28 anos. O serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha recebeu a denuncia do Ministério Publico por homicídio duplamente qualificado, em motivo torpe e emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
No dia 26 de março deste ano foram realizados oito audiências com o vigilante no TJGO, entre as vítimas estava o caso de Lilian. Segundo os depoimentos e declarações iniciais de Tiago, Lilian foi sua terceira vítima do sexo feminino, o crime ocorreu no Setor Cidade Jardim em 3 de fevereiro de 2014.
Câmeras de segurança de uma empresa registaram o momento em que a dona de casa ia buscar seus dois filhos, de 6 e 10 anos, na escola, quando Tiago parou sua moto, desceu do veículo, e após alguns passos efetuou um único disparo que atingiu o peito da vítima, na sequência ele retorna a sua moto e vai embora, Lilian não resistiu ao ferimento e morreu no local (confira no vídeo).
Tiago Henrique também passará pelo juri sobre a morte de Ana Lídia Gomes de Sousa e Bárbara Luíza Ribeiro Costa, a princípio ambos seriam realizados neste mês de maio, porém a defesa entrou com recursos e como o Ministério Publico ainda não se manifestou, essa decisão segue suspensa.





Bloody Knife